Ele chegou a ir para o presídio Nelson Hungria, o maior do estado mineiro, e para o presídio de Bangu no Rio de Janeiro, e disse que os dois lugares são uma máquina de produzir criminosos e que da forma como são organizados é impossível que um detento se recupere. Somente após ir para o município mineiro é que conseguiu ver uma possibilidade de ter uma rotina recheada de atividades, e responsabilidades. O local abriga cerca de duzentos detentos, todos eles em regime fechado e em sua maioria são assassinos, estupradores, assaltantes, traficantes que deverão ficar presos mais de vinte anos de suas vidas.
Lá são os próprios detentos os responsáveis pelo espaço em que vivem, tanto das celas individuais quanto do pátio onde fazem atividades em conjunto. Não há policiais armados, seguranças, ou agentes penitenciários para controlá-los e todos eles têm uma função a cumprir.
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