Para a perícia criminal, não há dúvidas de que o caso foi uma execução
sumária. Porém, a família não sabe o que pode ter motivado o assassinato
do pedreiro Ronaldo Dias de Souza, de 25 anos, na manhã de sábado (15).
Ele seguia com a esposa numa bicicleta pela Estrada do Cajuí, no bairro
do Maguari, em Ananindeua, quando levou 5 tiros na cabeça.
Assustada, a companheira conseguiu fugir e foi para a delegacia
registrar a ocorrência, já ele não resistiu aos ferimentos. Quando os
familiares dele chegaram ao local do crime, constataram que, além de
assassinado, Ronaldo teve bicicleta e o telefone celular roubados, mas
não pelos atiradores.
“Quando percebi que ele estava sem o celular no bolso, telefonei. E o
cara que atendeu já foi logo perguntando o que eu era para o homem que
tinha morrido e que não ia devolver o aparelho”, relatou o irmão de
Ronaldo, que teve a identidade preservada.
Para a família, o pedreiro não teria envolvimento com a criminalidade
nem passagem pela polícia. Também desconhecem se Ronaldo se envolveu em
alguma briga recentemente. “Ele estava indo na bicicleta com a esposa
para comprar material de construção e fazer um forro”, disse o irmão.
IMAGENS
IMAGENS
O delegado Jivago Ferreira, da Polícia Civil, esteve no
local e deu início às investigações. Ele pretende solicitar imagens de
circuito de segurança de estabelecimentos comerciais das proximidades,
que possam ajudar na identificação dos suspeitos.
O perito criminal Jadir Athaíde ressaltou que todas as características
do local indicam que Ronado sofreu uma execução. O crime, aponta o
Jadir, não foi motivado por tentativa de assalto ou coisa parecida. “Os
tiros foram disparados na cabeça e no rosto”, descreveu.
(Denilson d’AlmeidA/Diário do Pará)
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