Eudes Gomes é delegado da federação dos trabalhadores da construção civil na região do tapajós, ela explica que a paralisação das atividades por um período de 31 dias, vem causando sérios prejuízos a comunidade itaitubense, o cimento está escasso no mercado local, e as marcas concorrentes da Nassau, subiram os valores do produto.
Mas além dos prejuízos para o segmento da construção civil, a crise envolvendo o grupo João santos, refere-se também a questão administrativas e sobretudo trabalhistas. O representante da federação dos trabalhadores, explica que o recesso coletivo não foi formalizado através de documentos, e a empresa pode agir de me fé, uma vez que a legislação caracteriza abandono de emprego, não bater ponto por mais de 30 dias.
A crise vivida pelo grupo João santos não é de hoje, estaria relacionado à disputa entre os herdeiros, que inclui o controle das fabricas e outras empresas que integram um dos maiores grupos empresariais do Brasil. Ainda de acordo com Eudes Gomes, no segundo semestre do ano passado, a empresa assumiu na justiça do trabalho, o compromisso de pagar os salários atrasados, através de um planejamento em paralelo aos vencimentos seguintes, um acordo que em parte foi cumprido, no entanto o décimo terceiro salários, e os vencimentos de dezembro não teriam sido pagos, gerando um debito superior a um milhão de reais junto aos operários, situação esta que preocupa a entidade que representa os trabalhadores da itacimpasa.
Fonte: Márcio Vieira (www.agoraitb.com) – TV Tapajoara


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